Fotografia de gastronomia se torna um bom negócio

Michel Téo Sin acredita no segmento como um nicho de mercado em crescimento no Brasil. Confira a Entrevista Exclusiva com o profissional!


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Fotos: Michel Téo Sin

Em clima de final de ano e das confraternizações que costumam ser fartas, as Entrevistas Exclusivas de dezembro são focadas em fotógrafos de alimentos e gastronomia. Rivo Biehl e Cacio Murilo abriram está sequencia. Hoje (16), quem da continuidade é Michel Téo Sin,  fotógrafo natural de Santa Catarina e descendente de coreanos que fugiram da guerra. Com uma mistura de culturas em sua formação pessoal, uma mente hiperativa e bastante criatividade ele consegue juntas estas características e transformar em imagens que apetecem e enchem a boca de saliva.

Apesar de contar com toda a técnica, criatividade e conhecimento de fotografia still, Michel lembra de um personagem que também auxilia, e muito, em algumas imagens de alimentos: O food stylist. Conheça um pouco mais deste jovem, porém experiente fotógrafo que em seu currículo carrega nomes como Bünge Alimentos, Unimed, Bradesco, Tyson Alimentos, Editora Abril, Döhler, Komeco, Midea, Formaplas, RIC Record e APAE.

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Idade: 28 anos
Naturalidade: Florianópolis – SC
Graduação: Superior completo em Design Gráfico
Profissão: Fotógrafo publicitário
Equipamento fotográfico: Para fotografia de gastronomia uso câmera Canon 5D Mark II, lente Canon 90mm Tilt Shift e flashes Einstein E640.
Não pode faltar na bolsa: Fotômetro
Estado civil: Casado
Filhos: Ainda não
Hobby: Pedalar
Comida favorita: Pergunta difícil, mas basicamente pratos com carne vermelha.
Filme: Intocáveis
Música: Acredito que há músicas para cada momento, mas as do Bob Marley sempre fizeram parte de momentos decisivos ou importantes da minha vida.
Livro: A Lei do Triunfo, de Napoleon Hill.
Lugar: Algum perto do mar.
Religião: Não sou adepto a nenhuma religião, mas acredito em Deus e na espiritualidade.
Planos para o futuro: Continuar aprendendo e ensinando, seja na vida pessoal e profissional.
Um momento bom: Quando percebi que estava estabilizado profissionalmente e vivendo da fotografia.
Um momento ruim: Momentos ruins são momentos para aprendizados e melhoramentos, desta forma eles deixam de ser ruins.
Michel por Michel: É curioso, inquieto, direto, sincero e positivo. Por causa da inquietude precisa ser metódico para não perder o foco das coisas e por causa disso algumas vezes é conservador demais ou deixa outros assuntos de lado. Está em constante autoconhecimento e procura o equilíbrio.
Contatowww.michelteosin.com.br e www.fotografiadecomida.com.br

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Portal Photos: Como você entrou no universo da fotografia de alimentos?
Michel Téo Sin: Por trabalhar com a fotografia publicitária foi natural realizar trabalhos na área da gastronomia. Foi assim que percebi que é uma área que me agrada muito e um nicho de mercado.
PP: O que mais te encanta nesta área?
MT: O desafio de ter que, apenas com o olhar, estimular os outros sentidos da pessoa que está vendo a imagem e fazê-la imaginar a experiência de comer o alimento retratado.

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PP: Qual a importância de um food stylist para a concepção do seu trabalho?
MT: Dependendo do trabalho, o food stylist é fundamental para a criação da imagem, pois ele produzirá o alimento para que fique o mais apetecível e informativo possível. Geralmente são os trabalhos para indústrias, redes alimentícias e agências de publicidade que o food stylist faz parte da equipe de produção. Em trabalhos para restaurantes e revistas, dependendo do produto e de quem vai preparar, o food stylist não é necessário.
PP: Além de fotografar você também leciona workshops Brasil afora. Como a fotografia de gastronomia tem sido encarada pelos novos e já experientes fotógrafos?
MT: Tanto a fotografia como a gastronomia no Brasil está crescendo bastante, os números comprovam. Naturalmente a demanda da fotografia de gastronomia está aumentando e os fotógrafos estão sentido a necessidade de aprender mais sobre o assunto ou se atualizar constantemente. É interessante ver que quem está começando percebe na prática que fotografar alimentos não é tão fácil quanto parece e acabam procurando meios para conhecer mais o processo de trabalho, técnicas e como se inserir no mercado. Acho isso benéfico, pois desta forma o mercado, que ainda é novo no Brasil, só cresce e fica mais maduro.

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PP: Você utiliza equipamentos extras além de fotográfico para realizar seus ensaios?
MT: De um tempo para cá estou usando uma pinça sozinha, ou com papel higiênico nas pontas, para posicionar e limpar alguns detalhes quando tenho liberdade para mexer no prato. Além disso, uso um iPad para visualizar com a equipe a imagem recém clicada via wireless.

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PP: Qual sua maior fonte de inspiração? Algum nome da fotografia que te serve como referência?
MT: Hoje em dia há tantos bons fotógrafos de gastronomia no mundo e no Brasil que seria injusto só citar um, pois minha bagagem visual é uma mistura de cada imagem de comida que já vi. Atualmente minha fonte de inspiração são os fotógrafos do banco de imagem Stock Food.
PP: O que você deixaria como dica para quem pretende iniciar nesta área?
MT: Antes de se aprofundar na parte técnica da fotografia entenda mais a área da gastronomia e da culinária. Experimente pratos de todos os tipos e guarde na sua memória as características mais marcantes de cada um. Exercite como traduzir essas sensações visualmente. Veja referências boas e ruins para saber o que fazer e o que não fazer nas suas fotos. Você está sendo contratado para fotografar os pratos e não para degustar/comer.

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PP: Conte-nos uma história diferente, engraçada ou apenas uma boa experiência que você teve como fotógrafo de alimentos.
MT: Um fato que me marca até hoje, por ser engraçado agora e por ter aprendido a sempre ser precavido, é um trabalho que fizemos para uma empresa de pescados congelados. Coletamos os produtos no cliente, como eram congelados embalados à vácuo deixamos na bancada do estúdio no dia anterior da produção para que descongelassem naturalmente. No dia seguinte ao chegar de manhã no estúdio o corredor do andar do estúdio estava com um cheiro fortíssimo de peixe e os vizinhos se perguntando de onde vinha o cheiro. Fui correndo para o estúdio ver o que tinha acontecido. Ao chegar descobri que a embalagem do maior produto havia furado no transporte e toda a água descongelada escorreu por todo o chão do estúdio, fedendo o corredor do andar do prédio.

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Gosto muito desta imagem por causa de todo o contexto do trabalho. Foi uma das muitas imagens que fizemos para o livro de receitas da Copa Bunge, um campeonato de confeiteiros e padeiros que a empresa realizava pelo Brasil. O desafio era prever o tamanho e aparência das receitas da competição antes de viajar nas sete cidades do evento, separar louças, panos e objetos para ambientar a cena. Montar um estúdio em locais improvisados e fotografar as receitas no curto período de tempo, que era logo após de pronto e antes de ir para os jurados. Era necessário manter a linguagem visual de todas as imagens. Além de tudo isso, tínhamos a pressão dos participantes que ficavam preocupados ou desconfiados se iríamos alterar os produtos antes de irem para os jurados.


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Fonte photos.uol.com.br

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